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quinta-feira, 26 de abril de 2012

AMAR É PUNK

Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. 
Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. 
Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente). Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. 
Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez. 
Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO! Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. 
EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. 
Entenderam? 
 Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas. Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, caramba! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. 
Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido. Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrão. Amor é reconstrução.É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios. Demorei anos pra concordar com meu querido Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”. Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio! Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. 
Mas amar - ah, o amor! 
AMAR É PUNK

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Aproxime-se de Deus se quiser ser perfeito no amor

I Pedro 1, 22-25
22. Pela obediência à verdade, vos purificastes, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor.
23. Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente.
24. Pois “toda carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou a erva, caiu-lhe a flor;
25. mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. Ora, esta é a palavra que vos foi anunciada como Boa-Nova.


Nós somos purificados e nascemos de novo pela obediência à Palavra de Deus, que é viva e permanente. Não obedecemos porque seremos constrangidos, mas por obediência à verdade.

Somos purificados para praticar um amor fraterno e sem fingimento uns com os outros, e não para qualquer coisa. É muito triste quando nos aproximamos de uma comunidade religiosa, seja ela qual for, e temos a impressão de que o amor nela não é verdadeiro. Isso esvazia o chamado de Deus para quem se aproxima dessa obra, porque o comportamento desmente a Palavra que é proclamada nela.

Todos nós procuramos um amor que não seja fingido, e não apenas Pedro, mas Paulo também nos pede que ele [amor] não seja falso. Amor fingido não recebe o nome de amor, se parece com amor, entretanto, não o é. E, hoje, Deus nos pede que o nosso amor seja verdadeiro e sem fingimentos.

Se não vamos viver o amor fingido, então devemos praticar o amor de coração e com ardor. E, não podemos dizer que o fato de não odiarmos já é amor, porque isso não é verdade. É preciso amar com afeto, ternura e ardor. A pessoa que se aproxima de nós tem de sentir o calor do nosso sentimento. É com esse amor que Deus quer que amemos, pois ele cura e traz alguém de volta para Ele.

Se quisermos ser amados com um amor fraterno, devemos amar os outros da mesma forma. Pela obediência à Palavra, um novo coração lhe é dado, para que você nasça de novo não de uma semente corruptível, e sim de uma semente incorruptível, que é a Palavra de Deus viva e permanente.

Nós somos como uma planta, que um dia morre, mas toda glória e reconhecimento que buscamos é como a flor da planta, que ao secar, seca a flor também. Somente a Palavra de Deus permanece.

Todas as vezes em que nos colocamos à disposição da verdade, fazendo o que é certo, obedecendo à verdade, na realidade, obedecemos a Deus, que nos fala por meio um fato ou de uma situação. Todo encontro que temos com a verdade é porque o Altíssimo nos conduz a ele.

Deus Pai ouve nosso clamor e vem nos socorrer em Seu amor. Todos os dias Ele se coloca em nossa presença porque nunca se esquece de nós. O Senhor jamais deixa de nos amar e de colaborar para sermos felizes.

Como forma de demonstração ao amor de Deus, escutemos a Sua Palavra e pratiquemos o que ela nos pede. Também o [amor] demonstramos quando rezamos, abrimos espaço para que o Espírito Santo fale em nosso coração e nos purifique. O coração se purifica à medida que escuta a verdade, para obedecer. Dessa forma, amamos com um coração puro e sincero.

O primeiro a ser beneficiado pelo amor é você mesmo. Se quiser ser perfeito no amor, então, aproxime-se de Deus. O amor é a vida do nosso espírito, tal como o alimento e água são vida para o corpo.


Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Terapia do abraço

Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano

Vivemos em tempos de medo! Muito do que empreendemos tem por conta o zelo pela nossa segurança. Os homens querem cercar-se de garantias para estar a salvo: da vida afetiva, profissional e econômica à integridade física.

É tanta cautela, que todos esses procedimentos tomados têm cada vez mais afastado as pessoas e formado um ser humano desequilibrado e frio. São grades que engaiolam crianças, blindagens contra a liberdade, ensinamentos que não transmitimos por medo de perder o cargo, mãos que não selam acordos. Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano.

Somos seres dotados de afetividade. Afetividade é o que afeta, interfere no íntimo da pessoa. O gênero humano tem por aspiração o ser comunitário. Precisamos viver juntos, necessitamos uns dos outros.

Sentimentos e afetos são parte do todo do ser humano. São faculdades que proporcionam cor e intensidade a cada momento e circunstância da nossa vida e trazem significado em nosso interior sobre pessoas e acontecimentos. Juntamente com o lado racional, as emoções também são alicerces para tomadas de decisão.

Daí, a importância de cultivarmos boas emoções, estarmos sadios afetivamente. E isso acontece por meio do relacionamento, das conversas, da procura da concórdia, dos gestos que demonstram carinho e consideração. Contudo, depois daquele agradável encontro ou ao ser gerada uma boa impressão a respeito de alguém, quando entendemos que amamos e somos amados, o que vem a ser o penhor e coroar todo tipo de relacionamento são as diversas formas de contato, como o toque, o aperto de mãos, o abraço, o beijo, o afago, entre outros. Gestos muito importantes na construção de nossa afetividade, que geram homens e mulheres sadios emocionalmente, pois ao sentirmos o amor pelo calor humano conectamos a impressão psicológica e espiritual ao que experimentamos fisicamente.

Então a partir daí todo gesto de amor que recebemos pode ser sentido pelas três instâncias do ser: Física, Psiquica e Espiritual.
Um exemplo é quando um indivíduo sabe que sua família o ama pelas palavras proferidas ou pelo sustento que lhe garantido, mas se não há o carinho físico, fica faltando uma dimensão.

O amor manifestado para o todo (três dimensões) do ser humano gera segurança e autoconfiança. Sentir a mão de quem amamos nos passa a sensação concreta de porto seguro. Dá uma percepção palpável do amor que antes intuímos pelo lado racional e na alma.

Jesus tocava os doentes e abraçava as crianças e, um dia, disse ao fariseu que O convidou para jantar: “Não me deste o ósculo (beijo); mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés” (Lc 7, 45). Em referência àquela pecadora que, em seu gesto, demonstrou um amor no qual o anfitrião não o manifestava (cf. Lc 7, 47). Da mesma forma os apóstolos também tocavam nos enfermos e assim ministravam a cura “quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados” (cf. Mc 16, 17-18).

Quem sabe hoje não precisemos abraçar alguém que há muito não trazemos para perto do coração e deixemos calar as mágoas passadas num gesto que é imprescindivelmente humano? Talvez até pessoas da nossa família, de dentro de nossa casa que há tempos não sentimos o calor nem o perfume, porque não mais nos aproximamos.

Diminuamos as distâncias e construamos pontes de amor que nos liguem a outras pessoas. Não tenhamos medo de apertar a mão ou envolver com um abraço aquele(a) que não é ainda parte do nosso círculo de amizades. Este gesto pode salvar uma alma. Há muita gente por aí precisando de um abraço, nos hospitais, prisões, asilos ou talvez no trabalho, na escola, alguém que esteja próximo fisicamente de nós. Vidas gritam por isso!


Um grande abraço a você!

Deus o abençoe!


Sandro Ap. Arquejada-Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nada te perturbe, 
Nada te espante, 
Tudo passa, 
Só Deus não muda. 
A paciência 
Tudo alcança. 
Quem tem a Deus, 
Nada lhe falta. 
Só Deus basta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Meio do ano

Hora de parar, avaliar o primeiro semestre, planejar o segundo, vetar a repetição dos erros, procurar os acertos novamente...


“Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender”.
Alexandre Herculano

segunda-feira, 11 de julho de 2011

10 conselhos de Bento XVI aos jovens


1) Conversar com Deus
“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.

2) Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.

3) Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.

4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.

5) Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.
6) No Domingo, ir à Missa
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente”.

7) Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não”.

8) Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura”.

9) Ajudar: ser útil
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes”.

10) Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”.

Fonte: opusdei.org.br

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Paixão x amor: qual a diferença?

Aquele frio na barriga, pensar na pessoa o dia inteiro, não ver a hora de encontrar o(a) amado(a). O beijo tem sabor especial, abraçar a pessoa é como se o tempo parasse… Nossa! Quem namorou sabe o que é isso: Amor!
Aquela vontade de sair com os amigos… Puxa, como ela(e) fica chata(o) de vez em quando. Nossa, parece que está com TPM! Algumas atitudes dela(e) me irritam. Meu Deus! Parece que ela(e) não vai mudar nunca… Quem já namorou sabe o que é isso: Amor?
É, a diferença entre amor e paixão vem com o tempo. No início tudo é uma beleza, todos os sentimentos de paixão florescem – o que é natural. Mas depois chega a oportunidade de saber se o que sinto pela pessoa é verdadeiramente o amor, sentimento que se põe em evidência quando diminui a paixão.
“As pessoas acham que amor é sentimento. A primeira coisa chocante no namoro é justamente quando elas descobrem que o sentimento evapora”, afirma padre Paulo Ricardo.
Muitos casais vivem momentos de crise no namoro porque aquele sentimento do início não existe mais, mas é justamente aí que entra o amor, porque o relacionamento vai amadurecendo.
A nossa sociedade, por intermédio da mídia, foi sendo formada para associar o amor a algum tipo de prazer, e é justamente neste ponto que muitos casais decidem terminar o namoro com a desculpa de que não existe mais amor. No fundo, as pessoas querem viver de sentimento.
“Você vê aquele jovem casal que acabou se se conhecer na balada. Eles estão com os sentimentos à flor da pele, com os hormônios a todo vapor. Mas daí você vê aquele casal de velhinhos de 50 anos de casados. Eu pergunto: ‘Quem tem mais sentimento?’ Certamente o casal que acabou de se conhecer. Mas lhe faço outra pergunta: ‘Quem tem mais amor?’ É o casal que está casado há 50 anos. Tanto é verdade que, muitos destes casais casados há muito tempo, quando um deles morre o outro morre logo em seguida. Por quê? Porque o amor era tão forte que um já não conseguia viver sem o outro. Certamente com 50 anos de casados, muitos deles já não sentiam a ‘paixão’ um pelo o outro, mas existia o mais importante: o amor”,  declara padre Paulo Ricardo.
Portanto, nós jovens precisamos aprender a ir além dos nossos sentimentos, amadurecer nos nossos relacionamentos como namorados, porque muitos casamentos estão se desfazendo não por falta de amor, mas por excesso de paixão, nos quais as pessoas querem só o prazer pelo prazer.

Você vive ou  já viveu isso?

terça-feira, 1 de março de 2011

Há muito tempo eu recebi este texto por e-mail, nem me lembro de quem, mas sei que me emociono e encaixo cada amiga minha em cada frase. Ele é imenso, eu sei. Mas, vale a pena ler cada linha.




"Os moços que me perdoem, mas hoje é dia de falar das amigas. É isso mesmo, de amiga pra amiga. Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis, porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam. Há quem diga que as mulheres são falsas e fofoqueiras (na minha modesta opinião, boa parte delas é mesmo). Há quem diga que as mulheres brigam, discutem, se desentendem, mas nunca deixam de ser amigas. A verdade é que é muito bom ter amigas. A cumplicidade, o carinho e a compreensão que pode acontecer entre duas mulheres é das coisas mais lindas que somos capazes de alcançar. A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel conosco. Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nos nossos guardados... E no meio de tudo que se sente de dor, ou de prazer. Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida, mesmo aquelas que me machucaram. E tenho saudades de mim mesma quando lembro de alguma amiga que perdi. Tem aquela amiga de infância, que brinca de casinha e de escolinha com você. Tem as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da sua vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam. Tem aquelas amigas de escola, com quem você briga, brinca, faz trabalho, apronta com a professora, escreve no caderno de recordação, troca papel de carta. E geralmente são essas as que lhe oferecem as primeiras oportunidades de dormir fora de casa, longe dos seus pais, e mostram outras possibilidades e estilos de vida. Aquela amiga pra quem você empresta sua boneca preferida. E aquela que cresceu com você e que você vê até hoje. Tem aquela amiga mais velha, que deu o primeiro toque de que você precisava usar sutiã. Aquela amiga desbocada que só fala palavra o e se mete em encrenca, mas faz você rir muito. Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada cinco minutos, aquela nerd / cdf que sabe de tudo e aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor. Tem aquela com quem você anda de braços dados pra todo canto. Aquela pra quem você ligou quando veio sua primeira menstruação. Aquela pra quem você contou sobre o primeiro garoto que você gostou. Aquela com quem você saiu no braço, mas depois perdoou. Aquela com quem você partilha o código secreto do seu diário. Aquela que te dá toques sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento. E aquela com quem você dividiu a cama naquela viagem que foi, o maior programa de índio da sua vida. Tem também aquelas que vêm e somem, mas parecem sempre as mesmas. Aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e sente que foi entendida, e sai aliviada. Aquela que te dá broncas e manda você parar de roer as unhas. Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama. Aquela que apresenta os melhores caras. Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida. Aquela que liga todo dia. Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas. Aquela que desistiu de um cara porque sabia que você estava a fim. E aquela que roubou seu namorado. Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar, e aquela que virou as costas quando você mais precisou. Aquela que faz tudo que você pede e aquela egoísta. Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto. E aquela que entende quando você a deixou pra ficar com seu namorado. E aquela outra que exige a sua atenção. Tem também aquela que apóia as suas loucuras. E a outra que reprime você em quase tudo. Tem aquela idealista, com quem você discute horas os problemas existenciais da humanidade. Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que te indica ginecologista. Aquela que parece sua mãe, e vive Pra te dar conselho. A mãe da sua afilhada. A madrinha da sua filha. Aquela de quem você sente muito ciúme. Aquela que você invejou secretamente. Tem também aquela por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu. Aquela que você odiou no começo, mas depois passou a amar, e aquela que decepcionou horrores. Aquela que escreve e manda poesias, e sempre na hora certa, na hora em que você mais precisava... Aquela que te empresta apartamento pra você passar o feriadão. Aquela que pede a Deus por você quando ora. Aquela que você conheceu Pela Internet e que se tornou uma amigona do coração, e com quem você fica horas digitando. Aquela que você magoou porque trocou ela por outra que não valia nada. Aquela que te deu o conselho certo, que você não ouviu. E aquela que você conheceu no ônibus, ou na fila de cinema. Aquela que voltava com você da faculdade. Aquela que abraçou no velório de alguém querido seu. Aquela que trabalha com você todos os dias, com quem você divide trabalho e confidências. Aquela que te avisa cochichando que a sua calça está manchada ou que o botão da sua blusa está aberto, ou que tem batom no seu dente. Aquela que presenciou o maior mico, segura seu braço quando você tropeça ou quando vai atravessar a rua sem olhar. Aquela que leu o trabalho que você precisava entregar e deu dicas pra melhorá-lo. Aquela que irrita, mas que você não imagina a vida sem ela. Aquela de quem Você sente saudades, mas por alguma razão obscura, nunca arruma tempo pra ligar. Aquela que organiza uma festa surpresa pra você. Aquela que defende você de tudo e de todos. Aquela que paga coisas pra você quando você está sem grana. Aquela que sempre traz um presentinho. Aquela que liga pra casa do seu namorado pra saber se ele está vivo quando ele trata de sumir e você quase enlouquece. Aquela que chora a sua dor. Aquela que te deu a dica que te fez mudar de emprego e, por conseqüência, mudar a sua vida. Aquela que tem uma mãe boazinha que você às vezes queria que fosse sua. Aquela problemática, ou aquela esnobe. Aquela de quem você arrumou o véu antes de ela entrar na igreja pra se casar. Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais Soube. E aquela que é uma irmã pra você. E tem também a melhor amiga. Aquela. Que é simplesmente aquela. Claro, os homens também sabem ser bons amigos. Também deixam ótimas lembranças. Mas nada é igual à amizade entre duas mulheres. Um grande beijo paras amigas que vierem a ler isso, para as que não vão ler, para aquelas que estão perto e longe de mim, para aquelas que eu lembro a todo minuto e para aquelas que eu esqueci. Digo sem piscar que a vida vale a pena por causa da amizade, e quem me ensinou isso foi você. "